O atacante Bruno Henrique, do Flamengo, agora enfrenta acusações de estelionato. A Terceira Turma Criminal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) aceitou o recurso do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), transformando o jogador em réu. A decisão, tomada por unanimidade, estende-se a outras oito pessoas, incluindo familiares do atleta.
Além de Bruno Henrique, seu irmão Wander Nunes Pinto Júnior e sua cunhada Ludymilla Araújo Lima também foram indiciados. Caso sejam condenados, os envolvidos podem pegar de um a cinco anos de prisão. Este novo processo se soma a outra acusação já existente contra o jogador por fraude esportiva, datada de julho.
A defesa de Bruno Henrique argumenta que as casas de apostas lesadas deveriam ter apresentado denúncias diretamente contra os apostadores. No entanto, o desembargador Demétrius Gomes, relator do caso, considerou válida a denúncia da International Betting Integrity Agency (IBIA), que representa os interesses das empresas de apostas.
“As empresas vítimas demonstraram interesse na punição dos investigados. Essa colaboração ativa e tempestiva afasta qualquer argumento de inércia da representação”, justificou Gomes, reforçando a legitimidade da denúncia. A Justiça do DF negou o pedido de fiança de R$ 2 milhões, entendendo que Bruno Henrique não apresenta risco de fuga.
O caso em questão envolve um lance em que o jogador teria recebido um cartão amarelo intencionalmente durante uma partida do Campeonato Brasileiro de 2023 contra o Santos. A suspeita é de que o ato beneficiou familiares que apostaram nesse evento específico. Apesar da absolvição na sanção desportiva pelo STJD, Bruno Henrique foi multado em R$ 100 mil.



