Prefeito Ulisses de Maringá volta atrás e diz “que vai ter barreiras, mas serão educativas”

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     O prefeito Ulisses Maia voltou atrás sobre a missão das barreiras nas entradas da cidade. No início da tarde deste domingo, 28, a prefeitura através de sua Assessoria de Imprensa e o próprio prefeito em suas redes sociais, anunciaram barreiras nas principais entradas de Maringá com objetivo de impedir o ingresso de ambulâncias com pacientes de cidades onde o decreto estadual de enfrentamento à Covid não está sendo respeitado.

    “Há fortes indícios de que cidades como Sarandi, Cianorte, São Carlos do Ivaí e Mandaguari não estejam cobrando o respeito ao decreto do Governo. Se o prefeito quer estar com sua cidade livre e com tudo funcionando, ele que arque com a responsabilidade de leitos”, disse o prefeito na tarde de hoje, 28, através de sua comunicação oficial.

     Às 21h, a prefeitura soltou uma nova nota dizendo que vários municípios entre os citados pelo prefeito anteriormente, “voltaram atrás e seguirão o decreto do Governo do Estado. Com o retorno destas cidades ao cumprimento do decreto, o prefeito vai propor que as barreiras continuem, mas de forma “educativa”.  As barreiras foram montadas nesta manhã de segunda-feira (01), a partir das 7h30 em cinco pontos nas entradas de Maringá.

     Advogados dizem que prefeito não tem autoridade para barrar entrada de pacientes na cidade;

    Para o advogado Marcelo Tavares “Legalmente, entendo que o prefeito não pode fazer isso. O direito à saúde é constitucional”, diz Tavares.  “Além disso, o HU é estadual e os leitos do SUS são pagos pelo Governo Federal, portanto não seria o prefeito a decidir isso”. Tavares concluiu refletindo sobre a pressão que um administrador como Ulisses enfrenta num momento tão delicado da pandemia.

     “Acho que foi uma decisão precipitada e desesperada. Está de FATO um caos, muitos municípios que dependem dos hospitais de Maringá não estão respeitando o decreto e isso é muito claro.

     O advogado Eliseu Fortes compara o momento que vivemos no país com os dos tempos dos regimes de exceção, e diz que a decisão de Ulisses, “além de ser crime, é imoral”.

Fonte: O Fato Maringá

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