Porecatu promoverá evento sobre conscientização do Autismo

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Neste mês Porecatu fará a conscientização do Transtorno do Espectro do Autismo e uma das ações da  equipe do “CONECTA SAÚDE E EDUCAÇÃO”será promover no dia 06 de abril a formação:“AUTISMO NA ESCOLA: ASPECTOS NEUROCOMPORTAMENTAIS E CONDUÇÃO DIDÁTICO-PEDAGÓGICA”, realizando assim, a conexão entre a neurociência e a educação inclusiva da pessoa com Autismo.

O Palestrante será o Neuropediatra Dr. Clay Brites, que possui graduação em Medicina pela Universidade Estadual de Londrina. Formado em pediatria e neuropediatria pela Santa Casa de São Paulo, membro titular da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), Doutor em Ciências Médicas pela UNICAMP e vice-presidente da ABENEPI-PR.

Segundo a psicóloga Jaqueline R. de Araujo Azinari,uma das idealizadoras do “Conecta Saúde e Educação”o TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA (TEA), desde 1980, tem sido descrito no Manual de Transtornos Mentais (DSM) o qual tem significativa importância nos parâmetros clínicos dos diagnósticos de transtornos neuropsiquiátricos em todo o mundo. No mais recente, o DSM-5, este descreve-o como, em geral, um distúrbio de desenvolvimento que leva a severos comprometimentos de comunicação social e comportamentos restritivos e repetitivos que tipicamente se iniciam nos primeiros anos de vida.Ela diz que, “trata-se então, de um transtorno do neurodesenvolvimento, isso significa que seus sintomas podem ser detectados desde a primeira infância. Este transtorno afeta principalmente a socialização, e a comunicação, e apesar de cada criança, adolescente, ou adulto mostrar particularidades incluídas no TEA, demonstra-se a prevalência de determinados sintomas como: dificuldade em expressar o que sente e pensa, e de falar de acordo com o contexto, dificultando a comunicação verbal; atrasos no desenvolvimento cognitivo que ocasionam comprometimento noseu desempenho escolar; comportamentos repetitivos, manias, rituais, e interesses restritos;pode apresentar também pouco ou nenhum contato visual, e tendência ao isolamento; comportamentos que demonstram alta irritabilidade; e pode haver comorbidades com outros transtornos como Transtorno Opositor Desafiador, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Deficiência Intelectual, dentre outros. Muitos têm também distúrbios sensitivos e perceptivos visuais, auditivos e de sensibilidade na pele, levando a uma elevada sensibilidade para barulhos, ruídos específicos, luzes, agrupamento de pessoas e para determinadas cores e formas de ambientes. Por outro lado, podem ter baixa percepção para face humana, interpretação global das funções dos brinquedos e, enfim, ignorar momentos de controle social como regras e rotinas dos lugares onde visita”.A psicóloga enfatiza que todos estes fatores descritos, comprometem as suas habilidades sociais, e ressalta que estes sintomas podem variar entre um nível mais leve ao mais severo, havendo uma variação nos sintomas descritos,mas o aspecto comportamental e social,estão sempre afetados.Ela mencionou que no entanto, as crianças com TEA podem ter surpreendente evolução, entretanto, isto depende de muitos fatores, dentre eles o diagnóstico precoce, especialmente antes dos três anos de vida, afirmando que, “torna-se muito importante ressaltar que a identificação precoce minimiza o impacto na vida do indivíduo, já que é possível começar uma intervenção antes que os sintomas se agravem, havendo uma melhor qualidade de vida para ele e seus familiares e aumentando a possibilidade futura de inserção desse indivíduo no mercado de trabalho.Portanto, sabendo então o impacto do TEA na vida do indivíduo e de sua família, a relevância da investigação e divulgação do tema é de ordem pública.

A fonoaudióloga Daniella Bacca,também idealizadora do “Conecta Saúde e Educação”, afirma que “A escola precisa estar preparada para identificar casos em que haja sintomas de TEA para que encaminhem a profissionais capacitados fazerem a avaliação e possível intervenção. Muitas vezes é na escola que surge a primeira suspeita, pois é lá que a pessoa inicia a sua convivência social, então, suas dificuldades começam a ficar evidenciadas. Além disso, como qualquer pessoa, quem é diagnosticado com TEA tem pleno direito à educação em escolas regulares, públicas ou particulares. E, estar na sala de aula comum permite à pessoa diagnosticada com TEA socializar e aprender com pessoas diferentes”. Por lei, toda criança tem o direito de conviver em sociedade e aprender em um ambiente heterogêneo, o que com certeza é algo positivo para o desenvolvimento de qualquer pessoa. Por isso, os profissionais da escola precisam se capacitar e atualizar quanto a identificação e às intervenções que estes podem fazer no contexto escolar, e que por sinal, variam conforme cada caso.Ela diz que para isso,“é necessário uma articulação entre os profissionais da saúde (psicólogos, fonoaudióloga, psicopedagogo, terapeuta ocupacional, médico…) e educação. Daí a importância da palestra que teremos em Porecatu com o Neuropediatra Dr. Clay Brites, no dia 06 de abril. Acreditamos que a conscientização é fundamental para reduzir problemas que se não realizado intervenções imediatamente, podem se tornar irreversíveis.”

 

Andréia Fiorani Bonache mãe do Rafael, diagnosticado aos 2 anos com TEA, diz que receber o diagnóstico precoce foi de extrema importância para o desenvolvimento do seu filho. “Como mãe, a gente faz planos na vida dos nossos filhos. Desde o preparo do enxoval ao nascer, os estudos, a carreira profissional, a família… De repente, alguns sinais do TEA surgem e, sem querer, muitas vezes, demoramos para perceber e aceitar. A dor e o choro são inevitáveis.  As coisas vão mudando e aqueles planos parecem ficar distantes e até impossíveis de realizar. Mas o meu amor e cuidados com ele, me faz forte para enfrentar tudo e, fazer o que for possível para que futuramente ele tenha uma vida repleta de conquistas.” Ela diz quanto ao avanço do filho que continua recebendo intervenções terapêuticas que”ao buscar a primeira ajuda com fonoaudióloga, o Rafael não falava nada e nem atendia a chamados. Não olhava nos olhos e era uma criança que preferia brincar sozinha. Com os estímulos feitos por fonoaudióloga e pela psicóloga, hoje com pouco mais de um ano de intervenções,  ele se comunica bem e sua interação social tem melhorado cada vez mais”. Ela enfatiza que “A parceria entre família,  profissionais e escola é  muito importante para o bom desenvolvimento dele”. Andreia deixa a seguinte mensagem: “Ao perceber atrasos no desenvolvimento da criança, procure um profissional capacitado e avalie o mais cedo possível.  Ninguém mais do que os pais para querer o melhor para seus filhos.  Procure ajuda. Fale sobre Autismo. Seja consciente para que ” esses Anjos Azuis” tenham uma vida independente e possam realizar  seus  objetivos.”

 

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