O Ministério Público não quer que a Justiça revogue a prisão da avó de Eduarda

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O Ministério Público de Rolândia quer que a Justiça não revogue a prisão temporária, válida por 30 dias, de Terezinha de Jesus Guinaia, avó de Eduarda Shigematsu, 11 anos, encontrada morta nos fundos de uma casa no centro da cidade. Ela está presa junto com o pai da garota, Ricardo Seidi, que confessou ter ocultado o cadáver da filha, mas negou o homicídio. Segundo o advogado de defesa, Mauro Valdevino da Silva, a idosa não atrapalharia as investigações fora da cadeia.

De acordo com o promotor Hideraldo José Real, Terezinha tinha prejudicado o trabalho da Polícia Civil ao “repassar informações falsas sobre suposto paradeiro da menina quando já se sabia que ela havia morrido”. A informação também teria sido confirmada por Seidi durante interrogatório.

A avó procurou a delegacia no dia 25 de abril e registrou um boletim de ocorrência de desaparecimento da neta um dia após dela eventualmente ter saído de casa. Segundo o MP, mesmo depois do corpo de Eduarda ter sido localizado, “a investigada não prestou mais esclarecimentos aos investigadores, conduta totalmente adversa daqueles que se veem interessados em encontrar o mais rápido possível o autor do crime”.

Além disso, o promotor acredita que a permanência de Terezinha Guinaia no 3º Distrito Policial, onde está detida, “é necessária para se alcançar a solução completa do caso, mostrando-se medida imprescindível para a conclusão das investigações”.

Procurado pela FOLHA, o delegado Bruno Rocha, que cuida do caso, disse que a apuração está bem adiantada. “Esperamos as perícias nos objetos apreendidos. Não é possível divulgar o conteúdo pelo sigilo judicial”.

Fonte: COBRA NEWS

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