História de novela com final feliz: Cafearense encontra a mãe em Sergipe após 53 anos

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Você já imaginou ficar 53 anos querendo conhecer sua mãe biológica? Viver meio século sem uma informação se quer do paradeiro da sua mãe?

Foi isso que aconteceu com o Cafearense Anderson Luiz da Silva de 53 anos. Mesmo sendo muito bem criado e amado pelos pais adotivos, ele conviveu com uma angústia de mais de cinco décadas e com um pensamento de que nunca poderia saber quem era a mulher que o colocou ao mundo. A única coisa que ele tinha era o nome completo e uma foto 3×4 da mãe na juventude.

Sempre que ele perguntava aos pais adotivos (in memoriam) eles desconversavam sobre o assunto.

E ao longo que os anos iam passando as esperanças diminuíam.

Mas não é que essa história que mais parece trama de novela com vários mistérios teve um lindo final feliz?

ANDERSON ENCONTRA A MÃE

O morador de Cafeara decidiu procurar no cartório de Centenário do Sul, lugar que ele nasceu, algo sobre a mãe. E ele saiu de lá com uma boa notícia: O nome dos avós maternos.

Com essa informação, a filha de Anderson que é enfermeira em Guaraci usou o sistema do SUS a favor do pai. E agora em dezenas de Marias Terezinha Pereira de Araújo encontradas no Sistema Único de Saúde, uma tinha no cadastro o nome dos possíveis avós.

Maria Terezinha Pereira de Araújo, 75 anos, moradora de Simão Dias no estado de Sergipe.

Com essa informação a ansiedade já tomava conta da família. No entanto, um primeiro contato tinha que ser feito para que esse final feliz acontecesse. E foi difícil…

A neta enfermeira entrou em contato com órgãos públicos da cidade sergipana, explicou essa bela história e conseguiu um telefone.

Contudo, o número não atendia e, para piorar, desconfiados até bloquearam a neta desesperada no WhatsApp.

Foi aí que o CRAS de Simão Dias entrou em ação e fez o contato com a família e, posteriormente, a tão esperada ligação foi atendida.

A neta conseguiu falar com uma tia em um primeiro momento. Logo em seguida, em uma segunda ligação autorizada pela família, fez o primeiro contato com a avó.

Dona Maria Terezinha confirmou algumas informações primordiais e disse que se quer imaginava que o filho estava vivo, pois o seu primeiro marido – que segunda ela era um carrasco daqueles – disse que o menino tinha morrido no parto.

O MOMENTO DE MÃE E FILHO SE VEREM CHEGOU

Sanada todas as dúvidas, a neta fez uma chamada de vídeo com a avó e incluiu o pai. E no dia 23 de julho de 2021, o dia tão esperado pelo menino Anderson Luiz da Silva chegou.

A emoção tomou conta dos envolvidos… Mãe, filho, neta, tia e primos choraram de um tanto que as lágrimas poderiam preencher o trecho de Cafeara no Paraná a Simão Dias no Estado de Sergipe. De acordo com o google, são 2.426 quilômetros que dividem uma cidade da outra.

Cinquenta e três anos e dois milhões quatrocentos e 26 mil metros que provam que o amor de mãe e filho são maiores que quaisquer tempo e distância.

Eles marcaram de se encontrar pessoalmente neste mês de agosto que está para chegar. Mas por obra divina, o primeiro eu te amo da mãe já foi dado. E esse, com certeza, Anderson nunca vai esquecer. Ouça:

 

 

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